• Redação
  • 28/05/2026

Enquanto cobra licença “urgente” antes do prazo em Parnamirim, Styvenson ignora Hospital Municipal de Álvaro Dias e Paulinho Freire fechado há quase dois anos

O SENADOR FALTA COM A VERDADE

O senador Styvenson Valentim resolveu transformar em embate político a discussão sobre a licença para a construção do hospital da Liga em Parnamirim, atacando publicamente a prefeita Nilda e afirmando que o alvará estaria atrasado há quatro meses. O problema é que os fatos não confirmam essa narrativa. A própria Secretaria de Meio Ambiente de Parnamirim já explicou que o primeiro protocolo apresentado pela construtora, ainda em fevereiro, tratava-se de uma licença especial incompleta, sem diversos elementos constitutivos obrigatórios do projeto. O pedido efetivo de licença só teria sido formalizado no fim de maio. Em outras palavras: não existe licença “atrasada” quando o processo sequer havia sido corretamente apresentado. Lei existe para ser cumprida, e não para ser atropelada em nome de pressão política ou espetáculo de redes sociais.

POLICIAL MILITAR, STYVENSON DEVERIA DEFENDER O RESPEITO ÀS LEIS

Styvenson, que é policial militar e conhece a importância do cumprimento das normas legais, deveria compreender que um hospital não é uma obra qualquer. Trata-se de uma estrutura complexa, que exige rigor técnico, segurança e responsabilidade administrativa. O Rio Grande do Norte já viveu recentemente as consequências de decisões apressadas e flexibilizações perigosas em obras públicas, como no caso da engorda de Ponta Negra, marcada por sucessivos problemas estruturais, erosões e questionamentos técnicos. Ninguém quer ver um equipamento hospitalar sendo construído sem a devida observância das exigências legais e urbanísticas. Se amanhã ocorrer qualquer problema estrutural, não será o senador quem responderá técnica, administrativa ou judicialmente. Existe legislação justamente para evitar improvisos em obras que envolvem vidas humanas.

EM NATAL, STYVENSON VIRA UM GATINHO

Agora, se Styvenson realmente deseja demonstrar preocupação com a saúde pública, talvez devesse voltar sua indignação para hospitais que poderiam estar funcionando e seguem fechados ou subutilizados. O Hospital Municipal de Natal, iniciado ainda na gestão Álvaro Dias e hoje sob responsabilidade política do grupo aliado de Paulinho Freire, atravessa 2026 sem funcionamento, mesmo após inaugurações midiáticas e promessas grandiosas. O hospital apresentado em 2024 como símbolo de eficiência virou um equipamento incapaz de atender a população, acumulando críticas e questionamentos. Nesse contexto, soa inevitável a pergunta: por que tanta pressão sobre uma licença recém-protocolada em Parnamirim e tanto silêncio sobre um hospital já construído, inaugurado e até hoje sem cumprir o papel prometido?

STYVENSON ESCALA NAS COSTAS DE PREFEITOS PARA CAUSAR NAS REDES

A impressão que fica é a de que Styvenson prefere transformar prefeitos em palco para confrontos políticos e vídeos de internet, enquanto evita tensionar aliados estratégicos. E, diante da aproximação da disputa pelo Senado, cresce também a dúvida: estaria o senador mais preocupado com a saúde pública ou com a movimentação dos adversários no tabuleiro eleitoral?