Em coletiva, autoridades detalham prisão de cinco suspeitos após resgate de mulher no Rio Potengi
98fm - Representantes da Segurança Pública e da Secretaria de Estado das Mulheres detalharam, nesta segunda-feira (24), o resgate de uma mulher que, segundo as autoridades, seria levada para um chamado “tribunal do crime” e executada. A vítima foi localizada neste domingo (23), durante uma ação integrada no Rio Potengi, em Natal.
De acordo com o coronel Alarico, a ocorrência começou após uma denúncia recebida pela Secretaria de Administração Penitenciária e repassada às polícias Militar e Civil. A informação indicava que uma mulher, moradora do Paço da Pátria, estaria sendo conduzida por um grupo em uma embarcação para a outra margem do rio.
Uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) localizou a embarcação nas proximidades do Paço da Pátria. Ao perceberem a presença das equipes, os ocupantes retornaram para o ponto de origem, onde foram abordados por equipes da Polícia Militar e do Batalhão de Choque. A mulher foi retirada da embarcação e colocada em segurança.
Segundo o diretor do CIOPAER, Ipargo Nicolas, a operação foi coordenada entre as equipes aéreas e terrestres para impedir que a embarcação chegasse ao outro lado do rio. Durante o monitoramento, os operadores também relataram ter visto uma sacola no barco, mas o objeto não foi localizado em uma segunda abordagem.
Cinco suspeitos foram presos durante a ação. Segundo as autoridades, três deles já tinham registros anteriores. Eles foram encaminhados para os procedimentos cabíveis, enquanto a investigação busca esclarecer a motivação da ocorrência e a participação de cada um dos envolvidos.
Rede de proteção será acionada
Durante a coletiva, a secretária Júlia Arruda informou que a mulher permanece sob acompanhamento das forças de segurança enquanto presta depoimentos. A Secretaria das Mulheres também está articulando, junto ao Ministério das Mulheres, medidas para garantir a proteção da vítima após o resgate.
Segundo a secretária, o caso não se enquadra inicialmente na Lei Maria da Penha, por não envolver violência doméstica ou familiar. Por isso, outras redes de proteção deverão ser mobilizadas, com participação de órgãos municipais, estaduais e federais.