• Redação
  • 18/10/2026

Datafolha: eleitores de Flávio falam em mudança; os de Lula priorizam proteção social

A mudança de governo é o principal motivo apontado por quem pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Entre os eleitores do presidente Lula (PT), a proteção social aparece como a razão mais citada para apoiar a reeleição. Os dados são de uma pesquisa do Datafolha divulgada na reta final da campanha.

O levantamento ouviu 2.520 pessoas em 153 municípios brasileiros, nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.

Entre os eleitores de Flávio, 41% apontam o desejo de mudança e alternância de poder como motivo do voto. Em seguida, aparecem a rejeição a Lula e ao PT, com 31%; a economia e o custo de vida, com 16%; e as propostas e qualidades do candidato, com 15%.

A mudança é mais citada entre os eleitores de Flávio com renda superior a cinco salários mínimos, grupo em que o índice chega a 47%. Entre aqueles que recebem menos de dois salários mínimos, o percentual é de 38%. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, as propostas e qualidades do senador são o motivo mais mencionado, com 31%.

No grupo que declara voto em Lula, 48% citam a proteção social e os interesses de sua classe como principal motivação. O índice chega a 52% entre pessoas com ensino fundamental e a 59% entre evangélicos.

O desempenho e o legado do presidente são mencionados por 22% dos eleitores do petista. Outros 17% apontam a rejeição a Flávio Bolsonaro, enquanto 11% citam valores, ideologia e democracia. As propostas e qualidades de Lula aparecem com 10%.

Na reta final da campanha, Lula tem destacado medidas sociais e trabalhistas. Flávio, por sua vez, aposta no discurso de mudança e em críticas à gestão econômica do atual governo.

A pesquisa também investigou os motivos de quem pretende votar em branco ou nulo. Nesse grupo, 37% apontam rejeição aos dois candidatos, 19% citam descrença ou desinteresse e 18% mencionam desconfiança, promessas e corrupção. A falta de opção e a polarização são citadas por 12%, enquanto 16% afirmam não ter um motivo específico.

Com informações da Folha de S.Paulo