Crítico da gestão Fátima, Álvaro Dias encerrou gestão com atraso salarial e rompeu tradição de pagar servidores dentro do mês trabalhado em Natal
Hoje crítico da gestão Fátima, a administração do ex-prefeito Álvaro Dias terminou marcada por um episódio inédito em seu calendário de pagamentos: parte dos servidores municipais de Natal não recebeu os salários de dezembro de 2024 dentro do próprio mês. A Prefeitura confirmou que apenas algumas categorias tiveram os vencimentos liberados antes da virada do ano, enquanto o restante da folha foi transferido para o quinto dia útil de janeiro de 2025. Com isso, servidores ativos, aposentados e pensionistas atingidos passaram o réveillon sem receber os salários referentes ao mês trabalhado.
O adiamento representou uma quebra da prática adotada durante boa parte da administração, quando os pagamentos eram realizados ainda dentro do mês de competência. Na ocasião, a Prefeitura informou que os valores já pagos referentes às folhas de novembro, ao 13º salário e a parte da folha de dezembro ultrapassavam R$ 190 milhões, mas admitiu que a quitação integral ficaria para o início do ano seguinte. Posteriormente, reportagens também registraram que a nova gestão herdou parte dessa folha em aberto e buscou informações sobre os salários pendentes deixados no encerramento do mandato.
O atraso dos vencimentos tornou-se um dos principais pontos de crítica ao fechamento da administração Álvaro Dias, justamente por atingir o funcionalismo em um período de grande impacto financeiro para as famílias, como as festas de fim de ano. O episódio passou a ser citado como um marco da transição administrativa, rompendo a expectativa de pagamento dentro do mês trabalhado que vinha sendo observada anteriormente.
PASSIVO DE QUASE 1 BI DEIXADO PARA O PRÓXIMO GESTOR
Segundo o relatório técnico da equipe de transição coordenada pela então secretária de Planejamento e hoje vice-prefeita, Joanna Guerra, a gestão de Álvaro Dias deixou para a administração de Paulinho Freire um passivo de R$ 862,9 milhões em restos a pagar, além de 46 obras paralisadas ou inacabadas. O documento, encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), detalha que desse total R$ 349,8 milhões correspondiam a despesas processadas e não pagas, enquanto R$ 513 milhões eram despesas empenhadas sem cobertura financeira. Posteriormente, o próprio Álvaro contestou os números, mas o relatório foi elaborado e assinado pela comissão de transição liderada por Joanna Guerra, que integrou sua gestão e coordenou o processo de passagem de governo.
Com informações do portal Saiba Mais