• Redação
  • 11/09/2026

Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o Brasil a partir desta sexta (11)

Sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios em todos os estados do país aprovaram uma paralisação por tempo indeterminado. As assembleias que decidiram pela greve ocorreram na noite de quinta-feira (10/9). A informação foi confirmada pelo g1.

Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a decisão marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações entre a categoria e a empresa terminarem sem acordo.

Um dos principais pontos de impasse é o plano de saúde dos funcionários. De acordo com a Findect, a direção dos Correios pretende alterar o benefício. A federação afirma que a decisão pela greve ocorreu após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Segundo a entidade, os Correios mantiveram a posição sobre o plano de saúde, considerado um dos principais pontos de divergência nas negociações.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, afirmou que, durante a paralisação, apenas os serviços administrativos internos continuam funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o impacto da greve nas demais regiões do país.

Greve no Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect-RN) informou que a proposta apresentada pela empresa foi rejeitada por unanimidade durante assembleia geral.

Em publicação nas redes sociais, a entidade afirmou que a categoria decidiu pela greve a partir da 0h desta sexta-feira (11/9). O sindicato citou como motivos para a paralisação a possibilidade de mudanças no plano de saúde, a reestruturação dos Correios, a redução de postos de trabalho e a falta de valorização dos funcionários.

O Sintect-RN também afirmou que não aceita que a crise financeira da empresa resulte em perda de direitos trabalhistas.

A entidade defendeu a mobilização nacional dos funcionários e classificou a manutenção do plano de saúde como uma das principais reivindicações da categoria.

Crise financeira

A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo.No primeiro semestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Apesar do resultado negativo, a perda do segundo trimestre foi menor que a registrada nos dois trimestres anteriores, indicando uma recuperação parcial após o prejuízo recorde do primeiro trimestre.

A estatal também espera receber um novo empréstimo de R$ 7 bilhões até 15 de setembro. Segundo apuração do g1, os recursos devem ser concedidos por um consórcio formado por Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul.

O financiamento já havia sido confirmado pelos Correios nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre, divulgadas no fim de agosto.