Coronel Azevedo visita Eduardo Bolsonaro em meio à crise do Banco Master e a pressões do bolsonarista que prejudicam exportações brasileiras e do RN
O QUE GANHA O RN?
O deputado estadual Coronel Azevedo apareceu nos Estados Unidos ao lado de Eduardo Bolsonaro e em chamada de vídeo com Flávio Bolsonaro, em mais um gesto de alinhamento político e ideológico do bolsonarismo. A pergunta que fica para o Rio Grande do Norte é objetiva: qual o resultado concreto disso para o povo potiguar? O próprio Coronel Azevedo justificou o encontro falando em “patriotismo”, “liberdade” e “valores”, mas não explicou que investimentos, projetos, recursos ou benefícios reais essa visita trouxe para o RN.
E O BANCO MASTER?
O questionamento se torna ainda mais inevitável porque a visita ocorre justamente em meio ao desgaste envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro e as revelações sobre sua proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, caso que atingiu diretamente setores do bolsonarismo. Nesse cenário, a ida de um deputado potiguar para posar ao lado de figuras envolvidas em polêmicas nacionais levanta outra pergunta inevitável: essa agenda serve ao interesse público do Rio Grande do Norte ou apenas à militância ideológica de um grupo político? Afinal, além de viagens, lives e alinhamentos discursivos, o que efetivamente Coronel Azevedo tem apresentado de concreto para enfrentar os problemas reais do estado?
AZEVEDO PEDIU PARA EDUARDO PARAR DE AGIR CONTRA O BRASIL?
Também cabe questionar se Coronel Azevedo aproveitou a viagem para pedir a Eduardo Bolsonaro que pare de agir contra interesses econômicos brasileiros. Eduardo tem sido associado a movimentos políticos e pressões internacionais que alimentam tensões comerciais e diplomáticas capazes de prejudicar exportações brasileiras — inclusive setores importantes para o Rio Grande do Norte, estado que depende da venda de frutas, sal, pescado e outros produtos ao mercado externo. Em vez de estimular conflitos ideológicos que podem gerar barreiras e insegurança econômica, o que o RN espera de seus representantes é defesa prática da economia potiguar, dos empregos e dos produtores locais. A dúvida permanece: a visita serviu para proteger os interesses do estado ou apenas para reforçar alinhamentos políticos em meio a crises nacionais?