• Redação
  • 15/05/2026

Castro publicou leis e nomeou secretários alinhados à Refit, diz PF

Sbt NEws - O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro funcionava com o braço político que viabilizava o funcionamento do esquema da Refit no Estado, publicando leis e nomeando secretários favoráveis ao grupo, segundo a Polícia Federal.

Ele foi alvo da operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15), com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador e uma mandado de prisão contra Ricardo Magro, o dono da Refit.

O empresário morou nos EUA nos últimos anos. Ele se mudou para Portugal no final de 2025. A investigação suspeita que ele esteja na Espanha. Por isso, ele entrou na lista da Interpol.

Os investigadores apontam a indicação pelo ex-governador do ex-secretário da Fazenda Juliano Paschal e do ex-subsecretário da Receita Adilson Zegur, que também são alvos da operação.

Castro editou a medida provisória MP 22\25, que, na visão da PF, foi feita sob medida para favorecer o grupo. Essa medida é um regime especial de parcelamento de ICMS, que concedeu parcelamento e descontos generosos para o pagamento de ICMS.

Outro episódio apontado pela PF é a indicação por Castro do ex-procurador geral do Estado, Renan Miguel Saad. Enquanto ocupava o cargo, Saad pediu a desinterdição da Refit apenas três semanas depois da refinaria ser paralisada pela Agência Nacional de Petróleo e pela Receita Federal.

Saad foi substituído pelo governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, após a renúncia de Castro.