• Redação
  • 04/06/2026

Cadê o “doido” da eleição no RN?

Toda disputa eleitoral costuma produzir personagens que fogem ao roteiro tradicional da política. No Rio Grande do Norte — e não apenas por aqui — campanhas passadas foram marcadas por figuras pitorescas, muitas vezes lançadas para dizer o que candidatos competitivos não podiam dizer, atacar adversários sem filtros e pautar debates incômodos. Até agora, a corrida de 2026 para o Governo do Estado e para o Senado parece excessivamente calculada, com pré-candidatos medindo cada palavra e evitando confrontos mais diretos, principalmente no senado quando atacar alguém pode implicar em perder o segundo voto com o postulante que foi alvo da artilharia. Falta aquele personagem imprevisível, disposto a entrar na disputa sem receio de perder votos, levantar polêmicas, provocar adversários e sacudir uma campanha que, por enquanto, segue mais marcada pela cautela do que pela ousadia.