• Redação
  • 16/10/2026

Brasileiros protestam em sedes da Meta no exterior contra atuação nas eleições

JAmil Chade - ICL - Escritórios da Meta no exterior foram alvos de protestos por parte de brasileiros nesta sexta-feira, com mensagens cobrando a não intervenção da empresa nas eleições presidenciais, no dia 25 de outubro.

Um dos atos ocorreu em Paris, diante da sede da empresa na capital francesa e teve como objetivo chamar a atenção da empresa diante de acusações de manipulação de algoritmos, prejudicando o campo progressista. Outro objetivo será o de alertar aos europeus sobre os riscos do envolvimento de Big Techs nas democracias.

Também nesta sexta-feira, outro protesto está sendo organizado para ocorrer na sede internacional da Meta em Dublin, na Irlanda.

Ainda que oficialmente a empresa tenha sua sede na Califórnia, a base da companhia na cidade de Dublin é considerada como uma das mais estratégicas. O local é apresentado como a sede internacional da Meta para a Europa, Oriente Médio e África.

Na convocação, o grupo explica o motivo da iniciativa:

“A democracia brasileira está sob ameaça. A Meta está reprimindo ativamente a campanha de Lula e a esquerda brasileira em suas plataformas, ao mesmo tempo em que impulsiona ativamente o candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro”, afirmam.

“Convocamos os brasileiros em Dublin para se juntarem a nós em um protesto na sede da Meta, nesta sexta-feira, dia 16, às 17h30, contra a interferência das BIG TECHS dos EUA em nossa democracia e soberania. BORA! Juntem-se a nós!”, completa a mensagem.

Protesto em frente à sede da Meta, na Irlanda

Julia Pires, uma das organizadoras, explicou ao ICL Notícias que a ideia surgiu de forma coletiva. “Estamos no lugar certo para isso. A Meta tem, aqui, créditos fiscais, tem um tratamento preferencial. Mas é um alerta que queremos também dar para os europeus: olha o que eles estão fazendo com a democracia no Brasil e na América Latina. Hoje é lá. Amanhã pode ser aqui, com vocês”, disse.

Segundo ela, a operação vai também envolver a sociedade civil irlandesa, justamente para questionar os benefícios fiscais que a empresa vem recebendo.

“O próximo movimento é levar o tema ao Parlamento Irlandês para debater o assunto”, explicou Julia. “Os benefícios podem ser tirados. Pelo menos devem ser questionados”, completou.