• Redação
  • 18/10/2026

Bolsonarismo vibra com insinuações vazias contra Lula, mas finge cegueira diante dos milhões de Vorcaro, orgias e outras suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro no escândalo do INSS

A entrevista da lobista Roberta Luchsinger, que promete fazer delação premiada e afirma que Lulinha se reuniu inúmeras vezes com ministros, provocou euforia no bolsonarismo. Mas há um detalhe fundamental: objetivamente, a lobista não apresentou absolutamente nada de concreto que demonstrasse a prática de crimes por integrantes do governo Lula. Fez acusações genéricas, insinuações e prometeu revelações futuras. Reuniões, por si só, não constituem crimes. Se existem irregularidades, que sejam investigadas. Mas, até aqui, a entrevista produziu muito barulho e nenhuma prova pública de corrupção.

A contradição é escandalosa. O mesmo bolsonarista que vibra com insinuações contra Lula permanece em sono profundo diante dos milhões de reais negociados por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, o que o interventor judicial do banco master já disse não ter encontrado qualquer contrato. Nesse caso, não estamos falando apenas de declarações: existem mensagens, cobranças, registros financeiros e investigações da Polícia Federal. Enquanto isso, revelações sobre festas com mulheres organizadas no entorno com a própria participação de Flavio Bolsonaro, além de suspeitas envolvendo relações financeiras e conexões com investigados no escândalo do INSS como conta conjunta com lavador de grana e compartilhamento de endereço com o careca do INSS.

O padrão é evidente: contra Lula, uma insinuação vira prova definitiva; contra Flávio, até documentos e movimentações milionárias são tratados como irrelevantes. A indignação seletiva transforma acusações sem comprovação em escândalos e tenta normalizar fatos documentados quando atingem o próprio candidato. Não se trata de combater a corrupção, mas de escolher politicamente quais suspeitas merecem indignação. Para esse bolsonarismo, a gravidade do fato depende menos das provas e mais do sobrenome do investigado.