Bancada feminina do senado repudia fala de aliado de Trump que chamou brasileiras de "prostitutas e raça maldita"
A Bancada Feminina do Senado divulgou neste domingo (26) uma nota de repúdio a declarações do assessor do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, que ofendeu mulheres brasileiras durante entrevista. Para o grupo, as falas são desrespeitosas e reforçam estereótipos preconceituosos.
"As falas, marcadas por conteúdo misógino e preconceituoso, reforçam estereótipos e atentam contra a dignidade de milhões de mulheres, sendo incompatíveis com qualquer princípio de respeito e convivência democrática."
As senadoras também afirmaram que mulheres brasileiras não podem ser alvo de discursos de ódio, especialmente quando partem de representantes de governos estrangeiros.
Nota de repúdio da Bancada Feminina do Senado.Reprodução/Instagram
A declaração gerou reação no Senado. O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad (PSD-MS), apresentou requerimento para que Zampolli seja declarado persona non grata no Brasil. O parlamentar também cobra retratação pública, com pedido formal de desculpas.
"Precisamos dar uma resposta à altura dessa declaração descabida desse senhor, que deve estar com algum problema patológico para ter falado uma coisa como essa. Nós não vamos aceitar", disse o parlamentar.
Entenda
A reação ocorre após Zampolli afirmar, em entrevista ao canal italiano RAI, que mulheres brasileiras seriam "prostitutas" e de "raça maldita". A declaração foi feita ao comentar sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por 20 anos.
Durante a entrevista, após críticas à ex-companheira, o assessor concordou com a sugestão de que haveria uma característica "genética" no comportamento e passou a fazer novos ataques a brasileiras, o que motivou a reação de autoridades brasileiras.