Após escândalo do Master atingir Flávio Bolsonaro, aliados tentam criar “simetria” às pressas
A divulgação requentada de uma reunião ocorrida ainda em 2024 entre Lula, Daniel Vorcaro, Gabriel Galipolo e outros, sem apresentação de fontes concretas, diálogos documentados ou qualquer elemento verificável, soa menos como jornalismo investigativo do poder360, um site bolsonarista, e mais como tentativa de construção narrativa para aliviar o desgaste político do grupo de Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master. A estratégia parece clara: diante do impacto das revelações envolvendo Flavio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Centrão, tenta-se agora criar artificialmente uma equivalência política para diluir danos. A alegação, sem nenhuma prova, foi que Lula disse a Vorcaro para não vender o Banco Master ao Branco BTG.
O movimento lembra outras tentativas recentes de “balanceamento” forçado do debate público, como a de que o documentário sobre Lula recebeu recursos do Master, que acabou desmentida, sempre surgindo logo após o caso atingir em cheio o entorno bolsonarista. A sensação é de que os trackings internos assustaram o grupo político de Flávio Bolsonaro, especialmente junto ao eleitor independente. A partir daqui, a tendência deve ser o surgimento de novas versões e narrativas sem comprovação robusta tentando produzir uma falsa simetria entre os lados e reduzir o desgaste do escândalo que hoje atinge diretamente setores da direita e do Centrão.