Após desastre da engorda, qual o grau de influência do secretário da SEMURB sobre Paulinho Freire para resistir a um desgaste tão evidente?
A permanência de Tiago Mesquita à frente da Semurb, mesmo após o desgaste público provocado pela obra da engorda de Ponta Negra, transformou-se em uma das questões de bastidores da política natalense. Com a obra acumulando críticas por alagamentos, falhas de drenagem e explicações inconsistentes, o secretário viu sua imagem ser profundamente atingida, arrastando consigo parte do capital político do prefeito Paulinho Freire. Ainda assim, não houve qualquer movimento concreto de substituição, o que levanta dúvidas sobre os fatores que sustentam sua permanência no cargo.
Nos bastidores, a pergunta que circula é direta: qual o grau de influência ou poder de Tiago Mesquita dentro da gestão para resistir a um desgaste tão evidente? A situação se torna ainda mais delicada porque a engorda, herdada da gestão de Álvaro Dias, poderia ter sido politicamente contornada ou mesmo reavaliada pela atual administração, mas acabou sendo assumida como ativo político. Com isso, o problema deixou de ser apenas técnico e passou a ser também político, ampliando o custo da manutenção do secretário. A insistência em explicações frágeis e desconectadas da percepção pública apenas reforça a sensação de descontrole e alimenta a desconfiança sobre os reais motivos que o mantêm no posto.