• Redação
  • 24/07/2026

Ao se lançar para o Governo do RN em 2030, Styvenson transforma segunda suplência em peça estratégica da chapa

Tradicionalmente, a segunda suplência ao Senado costuma despertar menor interesse político, já que a possibilidade de exercício do mandato é considerada mais remota. No caso da chapa do senador Styvenson Valentim, porém, o cenário é distinto. A indicação da vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, para a segunda suplência ganha relevância estratégica porque a primeira suplência deverá ser ocupada por sua irmã, Anne Kelly Valentim. A composição desenha uma sucessão potencialmente diferente da maioria das chapas ao Senado.

A lógica política está diretamente ligada ao horizonte de 2030. Ao já projetar uma candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte naquele ano, Styvenson sinaliza um cenário em que poderá deixar o Senado antes do término do mandato, caso seja eleito. Nesse contexto, a segunda suplência deixa de ser apenas uma posição protocolar e passa a ter maior peso político, uma vez que eventuais mudanças envolvendo a primeira suplente — seja por renúncia, impedimento ou eventual ocupação de outro cargo — poderiam abrir caminho para que Milena Galvão chegasse ao Senado. Assim, uma vaga normalmente vista como secundária assume importância dentro da estratégia de longo prazo da chapa.