• Redação
  • 08/07/2026

A questão fiscal em 2027: o próximo governador terá de enfrentar um dos maiores conflitos da história do RN

A partir de 2027, independentemente de quem vencer a eleição para o Governo do Rio Grande do Norte, o novo gestor deverá conviver com um cenário de forte pressão sobre as contas públicas. O Estado já enfrenta elevados gastos obrigatórios com pessoal, um déficit previdenciário crescente e um orçamento com pouca margem para cortes discricionários. Dados recentes do Tesouro Nacional mostram que o RN ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal para despesas com pessoal do Poder Executivo e continua entre os estados com maior comprometimento de receitas com previdência e precatórios. 

Nesse contexto, o debate tende a se concentrar sobre onde recairão os ajustes fiscais. As alternativas frequentemente discutidas por especialistas e agentes públicos incluem reformas para conter o crescimento da folha, medidas voltadas ao déficit previdenciário e a revisão das despesas obrigatórias, entre elas os repasses constitucionais aos demais Poderes, tema recorrente nas discussões sobre o orçamento estadual. Qualquer caminho escolhido, porém, tende a gerar forte resistência política e institucional, já que envolve interesses de diferentes categorias e órgãos.