14 de abril de 2026

Relator da CPI do Crime Organizado propõe em relatório final indiciamento de PGR, Toffoli, Moraes e Gilmar

Autor: Daniel Menezes

G1 - O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pede o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.

O texto, que será votado na manhã desta terça-feira (14), pede o indiciamento dos ministros do STF Dias ToffoliAlexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

🔎Este texto não é o final da CPI, já que o documento ainda precisa ser votado pela comissão, que vai decidir se aprova ou não as propostas de indiciamentos e recomendações feitas pelo relator. A votação ocorre ainda nesta terça, data prevista para a conclusão dos trabalhos.

Segundo o senador, o documento já foi protocolado nos registros da CPI.

No relatório, ele afirma que a CPI foi alvo de "flagrante limitação de recursos", agravada pelas "enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República" começaram a ser investigadas.

 

Por isso, entre os motivos de indiciamento, "é razoável que a decisão se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade".

 

🔎Crimes de responsabilidade são atos cometidos por presidentes, ministros, governadores e secretários, prefeitos e vereadores que ameacem a Constituição, a União, o funcionamento dos Poderes, os direitos políticos e a segurança interna, entre outros. A sanção é política, podendo resultar na perda do cargo ou na inelegibilidade.

Vieira enquadra os indiciados nos seguintes critérios de descumprimento da lei:

➡️Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes

 

  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa;
  • Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções.

 

➡️Ministro Gilmar Mendes

 

  • Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa.

 

➡️Procurador-geral da República Paulo Gonet

 

  • Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Segundo a lei, isso significa "proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo".

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