11 de abril de 2026
Censo mostra que cotistas têm maior taxa de conclusão no ensino superior
Autor: Daniel Menezes
Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que 49% dos estudantes que ingressaram por cotas em universidades federais e institutos federais concluíram a graduação, segundo o Censo da Educação Superior 2024. O índice supera os 42% registrados entre os demais alunos, indicando melhor desempenho dos beneficiados por ações afirmativas.
Além disso, o levantamento mostra que mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais entre 2013 e 2024 por meio da reserva de vagas. Somente em 2024, foram 133.078 estudantes, sendo a maioria em universidades (110.196) e o restante na rede federal de educação profissional (22.587).
Segundo o Ministério da Educação, os resultados reforçam o impacto das políticas públicas de inclusão, que ampliaram a presença de grupos historicamente excluídos no ensino superior.
Programas como Sisu, Prouni e Fies impulsionam inclusão
Ao mesmo tempo, programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) permitiram a entrada de cerca de 2 milhões de cotistas no ensino superior ao longo dos anos.
Com o Sisu, por exemplo, mais de 790 mil estudantes ingressaram em universidades públicas por meio da Lei de Cotas, sendo 307.545 apenas entre 2023 e 2026. Já o Prouni, desde 2005, beneficiou mais de 1,1 milhão de estudantes, enquanto o Fies passou a incluir cotas em 2024, com 29,6 mil ingressos.
Atualizações na Lei de Cotas ampliam alcance social
Por outro lado, a legislação também evoluiu. Em 2023, a Lei de Cotas passou por mudanças que ampliaram o acesso, incluindo cotas específicas para quilombolas e a redução do limite de renda para participação.
Além disso, a norma manteve a exigência de que os estudantes tenham cursado todo o ensino médio em escola pública, o que, segundo o MEC, reforça a diversidade nas universidades. A atualização também passou a incluir escolas comunitárias ligadas à educação do campo.
Dessa forma, os dados indicam que as políticas de ação afirmativa não apenas ampliam o acesso, mas também apresentam resultados positivos na permanência e conclusão dos cursos.
Com informações da Agência Brasil
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