7 de abril de 2026

Governo atualiza 'lista suja' do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD

Autor: Daniel Menezes

G1 - O governo federal atualizou, nesta segunda-feira (6), a chamada “lista suja”, que reúne os nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão.

 

Foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à última atualizaçãoDesse total, 102 são pessoas físicas (patrões) e 67 são empresas (pessoas jurídicas).

Entre os novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD. Com a atualização, o total de empregadores listados passa a cerca de 613.

 

As atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos na lista foram:

 

  • Serviços domésticos (23);
  • Criação de bovinos para corte (18);
  • Cultivo de café (12);
  • Construção de edifícios (10);
  • Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).

 

No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e de trabalho análogo à escravidão.

 

A atualização também excluiu 225 empregadores que completaram os dois anos de permanência no cadastro.

Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 unidades da Federação. Os estados com maior número de empregadores foram:

 

  1. Minas Gerais (35);
  2. São Paulo (20);
  3. Bahia (17);
  4. Paraíba (17);
  5. Pernambuco (13);
  6. Goiás (10);
  7. Mato Grosso do Sul (10);
  8. Rio Grande do Sul (9);
  9. Mato Grosso (7);
  10. Paraná (6);
  11. Pará (5);
  12. Santa Catarina (4);
  13. Maranhão (4);
  14. Acre (2);
  15. Distrito Federal (2);
  16. Espírito Santo (2);
  17. Rio de Janeiro (2);
  18. Amazonas (1);
  19. Ceará (1);
  20. Rondônia (1);
  21. Sergipe (1).

 

📃 A "lista suja" é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, com o objetivo de dar visibilidade às ações de fiscalização do governo no combate ao trabalho escravo.

[0] Comentários | Deixe seu comentário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.