7 de abril de 2026

“Uma civilização inteira morrerá esta noite”, diz Trump em ameaça ao Irã

Autor: Daniel Menezes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta terça-feira (7) e afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, em meio ao prazo final estabelecido por Washington para que o país feche um acordo e reabra o Estreito de Ormuz até o fim do dia. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, em meio à escalada de tensões entre os dois países.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. […] Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, escreveu Trump na rede Truth Social.

Publicação de Donald Trump na rede Truth Social | Reprodução/Truth Social

O prazo definido por Trump termina às 20h no horário do leste dos Estados Unidos (21h em Brasília). O presidente afirmou que os EUA têm planos para atacar infraestruturas estratégicas iranianas, como pontes e usinas de energia, caso não haja acordo. O Estreito de Ormuz é considerado um ponto essencial para o transporte global de petróleo, o que aumenta a preocupação internacional com possíveis impactos econômicos e geopolíticos.

Autoridades iranianas reagiram às ameaças e classificaram as declarações como infundadas. O porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari afirmou que qualquer novo ataque poderá provocar uma resposta mais intensa, enquanto o governo do país acusou os Estados Unidos de agir de forma agressiva e injustificada.

Especialistas e organismos internacionais alertam que ataques a infraestruturas civis podem violar o direito internacional e ser considerados crimes de guerra, conforme previsto nas Convenções de Genebra. Apesar disso, o governo americano afirma que segue as normas internacionais, enquanto mantém a pressão por um acordo.

As negociações seguem com mediação de países como Paquistão, Egito e Turquia, mas enfrentam dificuldades após a rejeição de propostas de cessar-fogo. Enquanto isso, o prazo estabelecido por Trump aumenta a tensão e a incerteza sobre os próximos desdobramentos do conflito.

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