1 de abril de 2026

Zenaide ficará na ala do PSD que irá de lula em 2026

Autor: Daniel Menezes

Do Saiba Mais

Por Valcidiney Soares

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) silenciou sobre o apoio à pré-candidatura de Ronaldo Caiado, governador de Goiás pelo seu partido, à presidência. Vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, a tendência é que ela se mantenha no apoio à Lula.

Caiado foi oficializado como pré-candidato ao Planalto na segunda-feira (30) após superar os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Junior — este, que desistiu na semana passada —, no processo de escolha do nome que representará o partido nas eleições de outubro. 

 

A senadora potiguar não esteve no evento de anúncio e nem se pronunciou a respeito nas redes sociais. Procurada pela Agência SAIBA MAIS por meio de sua assessoria, também não houve um posicionamento oficial sobre apoio à presidência. 

O palanque de Caiado também deve ser esvaziado por outros líderes do PSD. Leite e Ratinho Junior não estiveram no lançamento, e os outros quatro governadores da legenda não se manifestaram nas redes sociais sobre a escolha de Caiado: Raquel Lyra (Pernambuco), Marcos Rocha (Rondônia), Fábio Mitidieri (Sergipe) e Mateus Simões (Minas Gerais).

Mitidieri já declarou publicamente que vai apoiar Lula. Lyra saiu do PSDB rumo ao PSD em busca de se aproximar do petista e tem aval da direção do partido para se manter neutra na disputa nacional. Já Simões vai apoiar Romeu Zema (Novo), de quem era vice-governador até semana passada.

Em entrevista a jornalistas, Ronaldo Caiado disse que, se for eleito, seu primeiro ato no governo será uma “anistia ampla, geral e irrestrita” para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. 

Como vice-líder do governo, Zenaide defendeu abertamente a taxação dos super-ricos, votou a favor da agenda social e de direitos humanos e se opôs a medidas autoritárias durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela já declarou, no aniversário de um ano da tentativa de golpe, que a ação foi uma “página infeliz da nossa história”.

A senadora foi eleita em 2018 em uma chapa majoritária encabeçada pela governadora Fátima Bezerra, com forte apoio da militância do PT. Em Brasília, sua atuação é marcadamente progressista, caracterizada pela afinidade com as pautas defendidas pelo Palácio do Planalto. 

No período recente, porém, ela se aproximou do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao governo estadual e adversário declarado da governadora Fátima Bezerra (PT), com quem formará o palanque estadual na eleição deste ano, marcando um rompimento com o PT a nível local. 

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