1 de abril de 2026

Ao defender fala de Styvenson contra oficiais da PM, Azevedo esvazia o “coronel” que sustenta na política

Autor: Daniel Menezes

A tentativa de Coronel Azevedo de relativizar a declaração de Styvenson Valentim — de que oficiais da Polícia Militar do RN “ganham dinheiro fácil para não fazer nada” — levanta um questionamento incontornável: qual seria o contexto capaz de tornar aceitável uma afirmação desse tipo? Ao alegar que a fala foi retirada de contexto ao jornal Tribuna do Norte, Azevedo não apenas minimiza a gravidade do conteúdo, como também falha em apresentar qualquer explicação plausível que justifique o teor da crítica direcionada a toda uma categoria profissional.

Mais do que uma defesa política, a postura do parlamentar revela uma contradição profunda. Ao tentar proteger Styvenson, Azevedo passa por cima da própria condição de oficial da Polícia Militar — título que ele utiliza como marca central de sua identidade pública e eleitoral. Ao subordinar a defesa da corporação a interesses políticos momentâneos, o deputado esvazia o significado do posto que carrega no nome e expõe uma incoerência difícil de sustentar: a de quem invoca a farda para fazer política, mas a abandona quando ela é atacada.

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