31 de março de 2026
Prefeitura do Natal não pode se omitir: deve garantir moradia digna a famílias afetadas por cratera em obra de macrodrenagem no Bom Pastor
Autor: Daniel Menezes
A situação no Bom Pastor evidencia uma omissão que não pode ser naturalizada. A Prefeitura, como responsável solidária por uma obra pública que já provocou rachaduras, afundamentos e retirada de famílias de suas casas, não pode se esconder atrás da empresa contratada, como tem feito em discurso de seus representantes. Deixar moradores negociando sozinhos as devidas reparações junto a empresa, arcando com prejuízos e vivendo sob medo é transferir o custo de um erro público, de obra que se arrasta há mais de uma década e teve seu orçamento carregado de aditivos, para quem menos tem responsabilidade sobre ele. Não se trata apenas de contrato, mas de dever do poder público proteger a população.
Mais do que apurar responsabilidades no futuro, é preciso agir agora. A Prefeitura deve garantir apoio imediato, com reassentamento digno, auxílio financeiro para aluguel social e transparência sobre os riscos. Qualquer postura diferente disso reforça uma lógica perversa: a de que obras públicas podem causar danos graves sem que o Estado assuma suas consequências. E isso, na prática, pune cidadãos que deveriam ser protegidos.
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