5 de março de 2026

Alckmin confirma saída de Ministério para disputar eleições

Autor: Daniel Menezes

Congresso em Foco - O vice-presidente Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, anunciou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5) que deixará o comando da pasta no dia 4 de abril. A data é o limite definido pela Justiça Eleitoral para que membros do Executivo possam entregar seus cargos para participar nas eleições.

Apesar do interesse em permanecer na chapa de Lula como candidato a vice, Alckmin é o preferido do presidente para concorrer ao Senado por São Paulo, em uma coligação formada pela cúpula econômica do governo: Fernando Haddad, da Fazenda, é cotado ao governo estadual, e Simone Tebet, do Planejamento, à segunda vaga do Senado.

Geraldo Alckmin recebeu garantia do PT de que poderá disputar em 'qualquer palanque'.

Geraldo Alckmin recebeu garantia do PT de que poderá disputar em 'qualquer palanque'. Paulo Pinto/Agência Brasil

 

A formação da chapa paulista é uma prioridade do presidente Lula, que precisará de nomes fortes para concorrer no Estado contra o governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também é citada em pesquisas eleitorais como candidata de peso ao Senado pelo Estado.

Apesar de preterido na chapa ao Planalto, Alckmin recebeu a garantia do presidente nacional do PT, Edinho Silva, de que a sigla está disposta a conceder qualquer palanque a ele. O ministro é membro do PSB, partido presidido pelo prefeito de Recife, João Campos, que vai disputar ao governo de Pernambuco.

A desincompatibilização de Alckmin é aplicável apenas ao seu cargo de ministro, ficando mantida sua posição de vice-presidente da República durante todo o período eleitoral.

Ao menos outros 19 ministros pretendem sair da função em abril para concorrer nas eleições. Entre eles, estão figuras do primeiro escalão como a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; Rui Costa, da Casa Civil; e Renan Filho, dos Transportes.

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