25 de fevereiro de 2026
RELEMBRE - Câmara manteve prisão na época, STF condenou a 76 anos agora: Paulinho Freire, Sargento Gonçalves e General Girão votaram para soltar Brazão em 2024, um dos assassinos de Marielle Franco
Autor: Daniel Menezes
Na histórica sessão de 10 de abril de 2024, em que a Câmara dos Deputados decidiu manter a prisão preventiva do ex-deputado Chiquinho Brazão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, a bancada do Rio Grande do Norte teve uma divisão clara de votos frente ao imperativo jurídico de validar a prisão após ordem do STF.
Apesar da maioria nacional ter respaldado a manutenção da detenção, três deputados federais do RN registraram votos contrários a essa decisão — ou seja, defenderam não manter a prisão, mesmo com a acusação envolvendo obstrução de Justiça e organização criminosa armada. Foram eles:
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Paulinho Freire (União) - ainda deputado federal em 2024,
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Sargento Gonçalves (PL), e
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General Girão (PL).
Essas escolhas políticas contrastaram com a posição da maioria dos seus pares potiguares — Robinson Faria (PL), Fernando Mineiro (PT), Natália Bonavides (PT) e Benes Leocádio (União) — que votaram pela manutenção da prisão preventiva. João Maia se absteve.
A votação ganhou novo peso em 25 de fevereiro de 2026, quando a 1ª Turma do STF condenou Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão pelos crimes relacionados à morte de Marielle e Anderson, consolidando a gravidade das acusações que motivaram a votação na Câmara.
Veja o placar da câmara da época com os deputados do RN.
