21 de fevereiro de 2026
Antes de criticar déficit estadual, Álvaro Dias precisa explicar a dívida bilionária que deixou em Natal
Autor: Daniel Menezes
O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, publicou recentemente vídeo nas redes sociais criticando o déficit apresentado pelo Governo do Estado em 2025 e defendendo responsabilidade fiscal como eixo central do debate público. A cobrança por equilíbrio nas contas é legítima. No entanto, a fala provoca um contraste inevitável com o cenário que marcou o fim de sua própria gestão na Prefeitura do Natal, quando a administração deixou um passivo que se aproximava de R$ 1 bilhão - isto sem ingressar em quase outro bilhão de débitos não efetivados, conforme relatório do TCE, em relação à previdência do município -, segundo números apresentados no processo de transição.
À época, após relatório elaborado pela equipe do então prefeito eleito Paulinho Freire em conjunto com integrantes da gestão anterior, Álvaro acusou a equipe de transição, da qual também fazia parte, de “superfaturar” a dívida e distorcer a situação fiscal do município.
Diante disso, antes de assumir o papel de fiscal das contas estaduais, seria razoável que Álvaro esclarecesse de forma objetiva o legado financeiro que deixou em Natal. Falar em responsabilidade fiscal exige, sobretudo, coerência prática: quem pretende governar o Estado precisa demonstrar, com transparência e dados consistentes, como conduziu as próprias contas e quais critérios adotou para honrar compromissos e planejar o futuro.
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