11 de fevereiro de 2026
Pela primeira vez, duas bigh techs enfrentam júri popular em processo sobre vício nas redes sociais
Autor: Daniel Menezes
Jornal NAcional - Nos Estados Unidos, empresas de tecnologia enfrentam processos na Justiça sobre danos causados à saúde mental de crianças. O primeiro desses julgamentos começou nesta segunda-feira (9), na Califórnia.
Pela primeira vez, duas das maiores empresas de tecnologia do mundo vão enfrentar um júri popular em um processo sobre o vício nas redes sociais. A autora da ação tem 20 anos e acusou a Meta, dona do Instagram e do Facebook, e o YouTube, que é do Google, de desenvolverem propositalmente produtos viciantes para crianças com a intenção de aumentar o lucro. A jovem, identificada apenas como KGM, disse que começou a usar redes sociais aos 6 anos.
Na primeira audiência, na segunda-feira (9), em Los Angeles, o advogado argumentou que ela teve acesso a conteúdos perigosos e deprimentes, que intensificaram sua depressão, ansiedade e pensamentos suicidas; e que os filtros do Instagram a levaram a desenvolver uma distorção na forma como se enxerga.
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Pela primeira vez, duas bigh techs enfrentam júri popular em processo sobre vício nas redes sociais — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
YouTube e Meta afirmam que não há evidências científicas de que suas plataformas causam dependência; e que, ao longo dos anos, adotaram uma série de medidas de proteção. O advogado da Meta argumentou no julgamento que os problemas de saúde mental da jovem foram causados por abusos e conflitos familiares:
"Se você tirasse o Instagram e todo o resto permanecesse igual, a vida dela seria completamente diferente?", questionou.
O caso é considerado histórico porque pode influenciar outros milhares de processos parecidos pelos Estados Unidos. O julgamento na Califórnia deve durar até oito semanas, e o fundador da Meta, Mark Zuckerberg, vai prestar depoimento.
O TikTok e o Snapchat também faziam parte do processo, mas fizeram acordos antes do começo do julgamento.
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