31 de janeiro de 2026

Caso Epstein: documentos mostram que menina de 13 anos acusou Trump de estupro

Autor: Daniel Menezes

Os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta sexta-feira (30) sobre o caso Epstein trazem supostos crimes cometidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com menores de idade. Ao todo, foram publicadas mais de três milhões de páginas das investigações e, segundo a imprensa internacional. 

Nos documentos do Epstein Files, o republicano é acusado de leiloar crianças e de ter abusado sexualmente delas. “Jeffrey Epstein trazia as crianças e Trump as leiloava. Ele media a vulva e a vagina das crianças inserindo um dedo e classificava-as de acordo com a firmeza”, diz parte do documento que contém a denúncia contra o presidente dos EUA.

Nas declarações, foi informado que Trump teria se relacionado com uma menor de idade e “participava regularmente do pagamento de dinheiro para obrigá-la a praticar atos sexuais com ele”, além de ter presenciado o momento em que o tio da jovem “assassinou seu filho recém-nascido”.

As acusações não pararam por aí. Uma amiga da vítima, que não foi identificada, teria sido forçada a praticar sexo oral no presidente Trump há aproximadamente 35 anos, em Nova Jersey. Na época, ela tinha entre 13 e 14 anos. Durante a prática sexual, a vítima teria mordido Trump e foi agredida no rosto pelo republicano após rir do ocorrido. Ela também disse ter sido abusada por Epstein.

Bill Gates e Elon Musk citados nos arquivos

Além de Trump, os magnatas Bill Gates e Elon Musk também aparecem nos documentos. O dono da Microsoft teria contraído uma DST de uma russa. Rascunhos de e-mail encontrados no computador de Epstein acusam Gates de planejar dar antibióticos à sua esposa, Melinda, “secretamente”.

Esta é mais uma remessa de documentos divulgada. No final de 2025, no prazo final, foram disponibilizados centenas de materiais sobre Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado e empresário conhecido por suas conexões com algumas das pessoas mais influentes do mundo — incluindo Donald Trump, que, enquanto presidente, tentou manter os documentos em sigilo. Gates nega as declarações..

Quanto a Musk, ele teria uma relação mais próxima com Epstein do que se tinha conhecimento. O magnata, até então, tem sido extremamente crítico em relação àqueles ligados a Epstein. Entretanto, os novos documentos podem apresentar uma narrativa diferente. Os e-mails descobertos sobre a relação entre eles mostram mensagens cordiais de Musk com Epstein e o agendamento de uma visita do magnata à ilha de Epstein, que deveria ter ocorrido em dezembro de 2013, mas não foi consolidada por divergências na agenda. “Estou muito decepcionado. Espero que possamos marcar outra data em breve”, escreveu Epstein.

Trump questiona a credibilidade dos documentos

As aparições do nome de Trump nos documentos do caso Epstein não são novidade. Ele, inclusive, teria viajado no jato privado do financista. No final de 2025, o Departamento de Justiça americano chegou a qualificar algumas das alegações como “falsas e sensacionalistas”, afirmando que, se tivessem credibilidade, já teriam sido usadas contra Trump.

O presidente de 79 anos, que não foi acusado de crimes ligados a Epstein,  chegou a declarar ser contra a publicação total dos arquivos, pois isso poderia prejudicar pessoas inocentes, acrescentando que “todo mundo era amigo desse cara”.

Investigações sobre Epstein

A polícia de Palm Beach, na Flórida, iniciou a investigação contra Epstein em 2005, após a família de uma menina de 14 anos relatar que ela havia sido abusada em sua mansão. O Departamento Federal de Investigação dos EUA (FBI, na sigla em inglês) juntou-se ao caso, e as autoridades coletaram depoimentos de várias adolescentes que afirmaram ter sido contratadas para realizar “massagens sexuais” em Epstein.

Apesar disso, os promotores acabaram oferecendo a Epstein um acordo que lhe permitiu evitar um processo federal. Ele declarou-se culpado de acusações estaduais de prostituição envolvendo menor de 18 anos e foi condenado a 18 meses de prisão.

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