13 de janeiro de 2026

Uma iluminação na Redinha revelou o quanto Natal deve em lazer e convivência

Autor: Daniel Menezes

Bastou uma iluminação simples em frente ao Mercado da Redinha para que um trecho da praia passasse a ser ocupado espontaneamente por banhistas e frequentadores. Mesmo com o acesso improvisado, exigindo cuidado ao transpor pedras até alcançar a água, as pessoas foram. Foram porque querem viver a cidade, ocupar o espaço público e aproveitar o que Natal tem de melhor: sua orla.

O episódio escancara uma carência antiga. Natal carece de espaços públicos de lazer bem cuidados, iluminados, seguros e pensados para as pessoas. Quando o poder público faz o mínimo — uma luz, um ponto de referência, um sinal de acolhimento — a cidade responde. Tornar Natal mais humana, mais acessível e mais convidativa deveria ser meta permanente. A Redinha mostra que, muitas vezes, não é falta de desejo da população, mas de decisão e sensibilidade de quem governa.

População toma banho à noite na praia da Redinha, em Natal — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

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