9 de janeiro de 2026

Venezuela liberta ex-candidato à presidência, Enrique Márquez

Autor: Daniel Menezes

g1 - O ex-candidato à presidência venezuelana, Enrique Márquez, que se opôs a Nicolás Maduro na contestada eleição presidencial de 2024, foi libertado da prisão na quinta-feira (8), de acordo com um comunicado da oposição.

 

 

 

"Acabou tudo", disse Márquez em um vídeo gravado por um jornalista local que o acompanhava, juntamente com sua esposa e outro membro da oposição, Biagio Pilieri, que também foi libertado.

 

A libertação ocorre em meio a uma onda de prisioneiros libertados pelo governo interino da Venezuela sob pressão dos Estados Unidos.

A ativista venezuelana Rocío San Miguel, que também tem nacionalidade espanhola, foi a primeira a ser libertada da prisão nesta quinta-feira (8). Ela estava detida desde 9 de fevereiro de 2024.

 

Especialista em temas militares e diretora da ONG Control Ciudadano, Rocío foi detida após ser vinculada pelas autoridades com um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro.

A soltura foi confirmada pelo governo espanhol. Mais cedo, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou que o país libertaria unilateralmente "um número significativo" de prisioneiros venezuelanos e estrangeiros.

 

 

Libertações unilaterais

 

As libertações, uma reivindicação frequente da oposição do país, são um gesto de paz, disse Rodríguez, acrescentando que a ação foi unilateral e não foi acordada com nenhuma outra parte.

“O governo bolivariano, juntamente com as instituições estatais, decidiu libertar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros, e esses processos de libertação estão ocorrendo neste exato momento”, acrescentou Rodríguez.

O deputado é irmão da presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após o sequestro de Nicolás Maduro pelos EUA, no último sábado (3).

 

Em conversa com jornalistas, Rodríguez agradeceu aos esforços do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao regime do Qatar, "que sempre estiveram ao lado do povo da Venezuela para defender o direito que temos à vida plena e à autodeterminação".

 

Não está claro se as negociações para as libertações envolveram o presidente Lula, o governo brasileiro ou algum outro ator político mencionado.

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