30 de março de 2026

Moraes cobra defesa após Eduardo afirmar que gravava evento para o pai

Autor: Daniel Menezes

Congresso em Foco - O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifeste em até 24 horas sobre uma possível irregularidade envolvendo a divulgação de um vídeo gravado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos.

A decisão foi tomada após a circulação, nas redes sociais, de imagens em que Eduardo afirma que mostraria o conteúdo ao pai.

No vídeo, ele declara: "Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro".

Regras da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro proíbem o uso de redes sociais e comunicação externa por terceiros.

Regras da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro proíbem o uso de redes sociais e comunicação externa por terceiros.Reprodução/Instagram/Eduardo Bolsonaro

 

Na decisão, Moraes destacou que a prisão domiciliar imposta ao ex-presidente prevê restrições específicas, incluindo a proibição do uso de celular, redes sociais ou qualquer meio de comunicação externa, seja de forma direta ou indireta. As regras também impedem o envio ou recebimento de vídeos e áudios, ainda que por intermédio de terceiros.

medida que colocou Bolsonaro em prisão domiciliar foi autorizada no dia 24, com duração inicial de 90 dias, após alta hospitalar para tratamento de broncopneumonia. O cumprimento ocorre integralmente em sua residência, em Brasília, com controle sobre visitas e comunicações.

Segundo o despacho, o descumprimento das condições pode resultar na revogação do benefício, com retorno ao regime fechado ou transferência para uma unidade hospitalar penitenciária.

O episódio ocorreu poucos dias após a defesa solicitar flexibilização das regras de visita, pedido que foi negado pelo ministro. Atualmente, filhos que não residem com o ex-presidente só podem visitá-lo em dias e horários determinados, sem o uso de aparelhos eletrônicos durante os encontros.

Durante o evento nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro também afirmou que pretendia demonstrar que o pai não poderia ser silenciado e apresentou o senador Flávio Bolsonaro como "próximo presidente do Brasil". A CPAC reuniu lideranças da direita internacional entre os dias 25 e 28 de março.

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