19 de março de 2026
Saiba quem defendeu a privatização da refinaria do RN que gera a gasolina mais cara do Nordeste em Natal
Autor: Daniel Menezes
A privatização do Polo Potiguar da Petrobras feita durante o governo Bolsonaro retirou a estatal do Rio Grande do Norte e transferiu à iniciativa privada a Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, além de campos de petróleo e toda a estrutura logística. À época, a medida foi defendida por lideranças políticas alinhadas à agenda econômica do governo federal, sob o argumento de que a entrada do setor privado aumentaria investimentos, eficiência e reduziria o preço dos combustíveis.
Entre os principais defensores estão Rogério Marinho, General Girão, Gustavo Carvalho, José Dias e Beto Rosado, que sustentaram a saída da Petrobras e a adoção de um modelo baseado na lógica de mercado. Esse posicionamento apareceu tanto na defesa do desinvestimento quanto na justificativa do modelo após a venda. O deputado General Girão, por exemplo, defendeu publicamente a atuação da empresa privada e os reajustes de preços com base na lógica de mercado, enquanto Rogério Marinho, como ministro no governo Bolsonaro, esteve inserido na condução da política nacional de privatização.
Na prática, o resultado divergiu das promessas. Após a venda, a refinaria passou a aplicar reajustes frequentes e mais voláteis, sem os mecanismos de amortecimento utilizados pela Petrobras. Os combustíveis no RN ficaram mais caros do que os produzidos por refinarias da estatal em outras regiões.
Esse cenário impactou diretamente o consumidor. Dados da ANP indicam que Natal passou a figurar entre as capitais com a gasolina mais cara do Nordeste, refletindo a política de preços da refinaria privatizada e consolidando um aumento no custo de vida.
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