4 de março de 2026
Nem pensar: desembargadores não querem trocar salários milionários do TJ pelo cargo de governador tampão
Autor: Daniel Menezes
Nos bastidores do Rio Grande do Norte, integrantes do Tribunal de Justiça têm deixado claro que não demonstram qualquer interesse em assumir interinamente o Governo do Estado caso a governadora se desincompatibilize e o vice não assuma o cargo. Nessa hipótese, caberia ao Judiciário conduzir a organização da eleição indireta durante o período de vacância, mas magistrados ouvidos em conversas reservadas indicam que não há disposição para ocupar temporariamente o Executivo. A razão apontada é direta e pragmática: diante de remunerações que, somadas a vantagens, ultrapassam os 300 mil reais, conforme recém revelado pela imprensa local; não haveria qualquer estímulo para trocar os vencimentos do Judiciário por uma função política provisória e com forte desgaste institucional.
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