28 de janeiro de 2026
Como Matheus Faustino lança cortina de fumaça e pede a cabeça de Silvério da 97FM para trocar explicações por vitimização
Autor: Daniel Menezes
O vereador Matheus Faustino resolveu atacar o mensageiro para fugir do conteúdo. Em vez de responder às informações levantadas pelo jornalista Habyner Lima — que apontam a possível existência de um cargo em comissão em seu gabinete ocupado por alguém que vive no interior de Pernambuco, com procurações emitidas como residente em Garanhuns e rotina exposta nas redes sociais fora do Rio Grande do Norte — Faustino optou por mudar a pauta. O alvo escolhido foi o comunicador Silvério Filho, da Rádio 97 FM, a quem o vereador passou a pedir “a cabeça”, numa tentativa explícita de intimidação e desvio do foco.
A narrativa de vitimização construída por Faustino não se sustenta. Ele alega uso indevido de imagem por envolver sua mãe, quando, na prática, trata-se de foto pública, com diversos integrantes do MBL, grupo do qual o próprio vereador faz parte — e sem qualquer menção à sua mãe. Silvério, por sua vez, limitou-se a repercutir o que já estava publicado no blog de Habyner, procedimento rotineiro no jornalismo. Ao pedir punição ao comunicador, o vereador não responde à questão central — a regularidade do cargo comissionado — e ainda tenta impor uma lógica autoritária: calar quem divulga informações para evitar prestar contas. No jogo democrático, a ordem é inversa: quem ocupa mandato deve explicar os fatos; quem informa não pode ser silenciado.
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