23 de janeiro de 2026

Marinho propõe prisão domiciliar para Bolsonaro e sugere indulto em eventual governo de direita

Autor: Daniel Menezes

O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu nesta quinta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena desde novembro de 2025, seja transferido para prisão domiciliar, argumentando que a medida seria mais adequada à idade e às condições de saúde do líder político. Bolsonaro, atualmente com 70 anos e com diversas comorbidades, foi condenado a mais de 27 anos de reclusão por tentativa de golpe de Estado, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista, Marinho afirmou que espera que, caso uma aliança de direita vença as eleições presidenciais de 2026, Bolsonaro e outros condenados pelos episódios de 8 de janeiro recebam indulto no início do próximo governo. Segundo o senador, a prisão no contexto atual estaria marcada por “perseguição política” e por irregularidades processuais, citando, por exemplo, a ausência de julgamento em múltiplas instâncias e críticas à composição da Primeira Turma do STF.

O parlamentar também questionou a existência de provas concretas nos autos que embasaram a condenação e defendeu que algumas das acusações feitas contra o ex-presidente correspondem a interpretações equivocadas de atos institucionais, como a interlocução diplomática. A declaração de Marinho reacende o debate sobre os limites do processo judicial e a polarização política no país, num momento em que a discussão sobre o papel do sistema de justiça e indultos presidenciais ganha destaque no cenário eleitoral.

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