22 de janeiro de 2026
Dinamarca afirma que diálogo sobre a Groenlândia deve respeitar sua 'integridade territorial'
Autor: Daniel Menezes
Estadão - A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou nesta quinta-feira, 22, que o país deseja “um diálogo construtivo com seus aliados” sobre a Groenlândia e a segurança no Ártico, desde que sua “integridade territorial” seja respeitada.
A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na quarta-feira, 21, um acordo “quadro” com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, sobre o papel de Washington na ilha ártica rica em minerais.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, falou sobre a questão de Groenlândia. Foto: Thomas Traasdahl/Ritzau Scanpix/AFP
“Podemos negociar todos os aspectos políticos: segurança, investimento, economia. Mas não podemos negociar nossa soberania. Fui informada de que não foi esse o caso”, disse Mette em um comunicado.
A primeira-ministra destacou que, ao longo de todo o processo de discussão, “coordenou seus esforços” com o governo da Groenlândia, que rejeitou veementemente qualquer forma de dominação dos EUA.
“Mantivemos um diálogo próximo com a Otan, e eu mesma conversei regularmente com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, especialmente antes e depois de seu encontro com o presidente Trump em Davos”, explicou.
“O Reino da Dinamarca deseja manter um diálogo construtivo com seus aliados sobre maneiras de fortalecer a segurança no Ártico, incluindo o projeto Golden Dome dos EUA, desde que nossa integridade territorial seja respeitada”, afirmou Mette, em referência ao projeto americano de defesa antimíssil.
Trump insiste que a Groenlândia é “vital” para a segurança dos EUA e da Otan frente à China e à Rússia, em um contexto de degelo do Ártico e de crescente disputa estratégica entre as potências na região.
Na quarta-feira, após anunciar a “estrutura para um futuro acordo” sobre a ilha - cujos detalhes permanecem desconhecidos - o republicano também retirou ameaças militares e tarifárias contra diversos países europeus que se opõem ao seu plano./Com informações da AFP
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