21 de janeiro de 2026
Plano B em cena: a saída de Rogério reorganiza o jogo e favorece Allyson e Cadu
Autor: Daniel Menezes
A desistência de Rogério Marinho e o consequente lançamento de Álvaro Dias como alternativa expõem, de forma cristalina, a adoção de um plano B dentro da oposição. Trata-se de uma tentativa de reposicionar forças após o desgaste acumulado por Marinho e de manter o grupo no tabuleiro. Mas, ao contrário do que possa parecer à primeira vista, a manobra não reorganiza apenas um campo: ela abre espaço e cria condições mais favoráveis para os demais competidores que se colocam na disputa pelo Governo do Estado.
Nesse novo cenário, quem ganha fôlego são Allyson Bezerra e Cadu Xavier. A troca de um nome já nacionalmente conhecido, mas marcado por alta rejeição, por outro que ainda precisa se viabilizar politicamente tende a fragmentar a oposição e reduzir a pressão direta sobre as candidaturas já em curso. O plano B pode até manter Rogério e seu grupo no jogo, mas também redistribui forças, diminui a polarização direta e, na prática, ajuda quem vinha construindo suas pré-candidaturas com mais constância. Em política, nem toda retirada é neutra — algumas funcionam como empurrão silencioso para os adversários.
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