21 de janeiro de 2026

A saída pela lateral: Rogério Marinho abandona o jogo antes do apito final pelo aumento da rejeição

Autor: Daniel Menezes

Ao justificar a desistência da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte sob o argumento de que irá coordenar a campanha do senador Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho tenta oferecer uma explicação conveniente — mas pouco convincente. O tema não é novo, nunca foi surpresa e, se fosse esse o real motivo, a saída poderia ter ocorrido muito antes. A verdade é que a decisão amadureceu à medida que crescia a rejeição ao conjunto de ideias que Marinho passou a defender com mais intensidade nos últimos meses, afastando segmentos decisivos do eleitorado potiguar.

A defesa da venda da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, o discurso de congelamento de salários do funcionalismo e o histórico de apoio a reformas amplamente impopulares — como a da Previdência e a Trabalhista — ajudaram a consolidar uma imagem de distanciamento social e insensibilidade política. Não foi uma decisão tática de campanha nacional que o tirou da corrida, mas a percepção de que seu projeto não encontrou ressonância suficiente no debate local. Ao deixar o pleito agora, Marinho tenta preservar capital político e evitar uma derrota anunciada. A narrativa oficial pode até servir para o registro, mas o movimento real é de recuo diante de um desgaste que já se tornara difícil de esconder.

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