19 de janeiro de 2026

Saída de Fátima exige pacto prévio com Walter Alves para evitar crise no comando do governo

Autor: Daniel Menezes

Caso avance a decisão de disputar uma eventual eleição indireta e deixe o cargo, a governadora Fátima Bezerra precisará negociar previamente com o vice-governador Walter Alves a permanência ou retirada de cargos hoje ocupados por aliados dele na administração estadual. Isso porque, embora Walter tenha anunciado que não pretende assumir o governo em caso de saída da governadora, o cenário político admite reviravoltas de última hora. Uma disputa aberta entre os dois não interessa a nenhum dos lados e pode gerar instabilidade justamente no momento em que o Estado estaria às vésperas de uma definição excepcional de poder.

Nesta segunda-feira, Walter Alves reafirmou publicamente que não pretende ocupar a cadeira de governador e declarou apoio a Lula para a Presidência, a Allyson Bezerra para o Governo do RN e a Zenaide Maia para o Senado. Ainda assim, se Fátima mantiver aberta a possibilidade de desincompatibilização, a conversa com o vice torna-se estratégica para evitar um rompimento brusco. Sem um acordo claro, a saída da governadora pode abrir flanco para que Walter, já fora do arranjo original, opte por permanecer no cargo quando a governadora não estiver mais na cadeira, para lhe impor uma derrota. A situação é pouco provável, mas a chance existe e precisa ser devidamente equacionada.

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