19 de janeiro de 2026

Parlamentares cobram responsabilização após denúncia de assédio no BBB

Autor: Daniel Menezes

Congresso em Foco - Parlamentares de diferentes partidos usaram as redes sociais neste domingo (18) para se manifestar sobre a desistência do participante Pedro Henrique Espíndola, do Big Brother Brasil 26, ocorrida após a participante Jordana Ribeiro relatar um episódio de assédio dentro do programa. As declarações cobraram responsabilização, criticaram a naturalização da violência contra mulheres e questionaram os critérios de seleção de participantes do reality show.

Pedro deixou o programa após Jordana afirmar que foi abordada de forma não consentida no confessionário. Segundo o relato, o participante teria tentado beijá-la à força. O episódio provocou reação imediata fora da casa, especialmente entre congressistas que acompanham debates sobre violência de gênero.

Caso envolvendo desistência no BBB 26 provocou manifestações de congressistas.

Caso envolvendo desistência no BBB 26 provocou manifestações de congressistas. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados | Arte Congresso em Foco

 

A deputada federal Erika Hilton (Psol-RJ) afirmou que casos como esse se repetem ao longo das edições do programa e cobrou providências institucionais.

"Pela quadragésima vez, um participante do BBB se mostrou um completo nojento, dentro e fora da casa, com denúncias e relatos que vão de assédio durante o programa até um possível caso de pedof*lia fora dele. Felizmente, a Justiça e o Ministério Público já estão sendo acionados, e o participante já está de saída do programa."

Publicação de Erika Hilton.

Publicação de Erika Hilton. Reprodução/X

 

Na mesma publicação, a parlamentar questionou os mecanismos de triagem da emissora.

"É sério que, todo ano, eles são incapazes de detectar participantes com comportamentos nocivos, especialmente contra as mulheres ou até crianças?"

Já a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) destacou que nem mesmo um ambiente com vigilância permanente garante segurança às mulheres.

"Nem mesmo em uma casa com mais de 70 câmeras, em rede nacional e sob os olhos de milhões, mulheres estão seguras. A brasiliense Jordana sofreu assédio no BBB. Minha solidariedade à Jordana. Que ela seja ouvida, respeitada e protegida. Assédio é crime e precisa ter consequência."

Publicação de Erika Kokay.

Publicação de Erika Kokay. Reprodução/X

 

Para a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), o caso expõe uma realidade estrutural.

"O caso de assédio ocorrido hoje no BBB escancara uma realidade dura: se mulheres não estão seguras nem em um ambiente vigiado por câmeras 24 horas por dia, o que isso diz sobre o mundo fora dali?"

Publicação de Talíria Petrone.

Publicação de Talíria Petrone. Reprodução/X

 

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também se solidarizou com a participante e alertou para os riscos da descredibilização de denúncias.

"Se não houvesse imagens, Jordana poderia sair como 'louca, desacreditada, como tantas mulheres que denunciam sem provas visíveis. Isso tem nome: assédio. Falta de consentimento é violência."

Publicação de Maria do Rosário.

Publicação de Maria do Rosário.Reprodução/X

 

Já a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) classificou a denúncia como grave e criticou a banalização do episódio.

"Isso não é entretenimento, é crime. Assédio não é brincadeira e não pode ser normalizado."

Publicação de Fernanda Melchionna.

Publicação de Fernanda Melchionna. Reprodução/X

 

 

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o relato apresentado configura violência.

"Isso é violência! Assédio é crime, não entretenimento!"

Publicação de Paulo Pimenta.

Publicação de Paulo Pimenta. Reprodução/X

 

Na mesma linha, a deputada Natália Bonavides (PT-RN) criticou a saída do participante como forma de evitar consequências.

"Como todo assediador, foi covarde e fugiu para não encarar as consequências. Assédio não é entretenimento, é violência!"

Publicação de Natália Bonavides.

Publicação de Natália Bonavides. Reprodução/X

 

O deputado federal e vice-líder do governo no Congresso Nacional, Carlos Zarattini (PT-SP), chamou o episódio de "inadmissível" e reforçou sua solideriadade à vítima.

"É inadmissível o que aconteceu no BBB. Assédio não é entretenimento, é crime. Pedro precisa pagar pelo seu ato. Minha solidariedade à Jordana."

Publicação de Carlos Zarattini.

Publicação de Carlos Zarattini.Reprodução/X

 

As manifestações reforçaram a pressão por responsabilização e reacenderam o debate sobre a recorrência de denúncias de assédio em programas de grande audiência, além do papel das emissoras e do poder público diante desse tipo de episódio.

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