13 de janeiro de 2026

Haddad diz que caso Master pode ser a maior fraude bancária da história do país

Autor: Daniel Menezes

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira 13 que o caso envolvendo o Banco Master pode ser “a maior fraude bancária” da história brasileira. Segundo ele, os efeitos da liquidação da instituição financeira são de interesse público, uma vez que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é capitalizado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

“O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Podemos estar diante disso. Temos que cuidar de todas as cautelas devidas, garantindo espaço para defesa se explicar, mas ao mesmo tempo sendo firmes”, disse Haddad a jornalistas.

Haddad diz que pacote contra tarifa de 50% dos EUA será concluído nesta quarta - Foto: Washington Costa/MF

Fernando Haddad falou sobre a liquidação do Banco Master e a atuação do Banco Central nesta terça-feira 13 - Foto: Washington Costa/MF

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, em razão de “grave crise de liquidez”. Com a medida, o FGC vai ressarcir cerca de 1,6 milhão de credores que mantinham depósitos e investimentos na instituição, em um total de R$ 41 bilhões. Trata-se da maior operação desse tipo já realizada.

“O FGC, que todo mundo considera fundo privado, é capitalizado também por dois bancos públicos. Banco do Brasil e Caixa respondem por 1/3 da capitalização do FGC. É um assunto de interesse público por várias razões, mas também porque envolve recursos de bancos públicos”, declarou o ministro.

Haddad afirmou ainda que o Ministério da Fazenda tem dado respaldo institucional ao Banco Central, que é alvo de um processo no Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão apura se houve falhas na liquidação do Banco Master. Na segunda-feira (12), o Banco Central retirou o recurso contra a inspeção determinada inicialmente de forma monocrática pelo TCU.

A petição foi registrada após reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o ministro do tribunal Jhonatan de Jesus. Com a retirada dos recursos, o Banco Central indicou que não considera mais necessário levar o tema ao plenário da Corte de Contas.

“Toda transparência pode ajudar. Se a intenção for boa, a transparência vai ajudar. Estou seguro do trabalho que o Galípolo e sua equipe fizeram. Nós atuamos conjuntamente quando o assunto era da Fazenda. Tivemos conversas com o procurador-geral da República [Paulo Gonet]. Tivemos o melhor aconselhamento possível até aqui. O trabalho do BC é tecnicamente robusto”, afirmou Haddad.

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