11 de janeiro de 2026

Nos EUA, Eduardo Bolsonaro alugou carro em Brasília e pediu reembolso

Autor: Daniel Menezes

Metrópoles - O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) alugou, em 5 março de 2025, um carro do modelo Jeep Commander e pagou R$ 8 mil pelo veículo. Recebeu um reembolso de R$ 5.333,34, conforme dados da Câmara dos Deputados.

A controvérsia, no entanto, é que o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já estava autoexilado nos Estados Unidos (EUA) quando a nota foi emitida. Há ainda uma nota referente ao abastecimento de combustível do carro, datada em 9 de março. O valor da despesa é de R$ 195,68.

Reprodução/Câmara dos Deputados

Outras notas também aparecem no sistema da Câmara, todas referentes a março. Juntas, os valores somam R$ 642,09. Todas foram reembolsadas integralmente.

Em março de 2025, o gabinete gastou um total de R$ 15.615,82, que inclui:

  • Manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar (R$ 8.614,74);
  • Telefonia (R$ 906,05);
  • Locação ou fretamento de veículos automotores (R$ 5.333,34);
  • Serviço de táxi, pedágio e estacionamento (R$ 119,60);
  • Combustíveis e lubrificantes (R$ 642,09).

O valor das despesas foram incluídos na cota parlamentar -valor pago pelo Legislativo para cobrir despesas dos deputados e senadores no exercício do mandato, como passagens, aluguel de escritórios, comunicação e combustível. O recurso existe para viabilizar a atuação dos parlamentares e seu uso é regulamentado e fiscalizado pelos órgãos competentes.

O ex-deputado deixou de receber a cota parlamentar a partir de setembro. Foi neste mês em que a Câmara parou de divulgar a transparência de seus gastos.

Não está claro se o aluguel e o abastecimento foi feito a uma terceira pessoa. O Metrópoles tentou contato com a assessoria de Eduardo, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Cassação

Eduardo Bolsonaro foi cassado do mandato de deputado federal pelo acúmulo de faltas na Casa Baixa. Ele está no país norte-americano desde fevereiro do ano passado, sem autorização para votar à distância. Inicialmente, o parlamentar entrou de licença, mas o prazo acabou.

Depois, Eduardo tentou exercer o mandato à distância, se tornando líder da minoria na Câmara. A jogada não deu certo, sendo barrada pelo próprio Motta. Dessa forma, o filho do ex-presidente Bolsonaro passou a ter faltas computadas.

A Constituição determina que parlamentares ausentes em um terço das sessões da Câmara ou do Senado percam o mandato. Dessa forma, não há necessidade de análise do caso no Conselho de Ética ou no plenário da Casa.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa de Eduardo Bolsonaro e aguarda resposta.

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